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A Constituição sueca de 1719 instituiu um governo parlamentar que foi o prenúncio de um novo período iluminista em que que os valores democráticos ganharam peso.
Em 1739 a Assembleia Representativa (Riksdag) deliberou no sentido de o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça (Office of the Chancellor of Justice) lhe dar conta de todas as decisões judiciais.
A partir de 1766 chegou-se ao ponto de ser a própria Assembleia Representativa a nomear o Presidente do Supremo Tribunal. Esta situação manteve-se até ao ano de 1772, data em que um golpe de estado repôs a monarquia e deu fim a esta "Era de Liberdade".
Porém, a derrota sofrida pela Suécia em 1809, mais uma vez infligida pelos russos, foi seguida por outro golpe de estado, desta vez liderado pela oposição revolucionária.
Gustavo IV foi obrigado a abdicar e uma nova Constituição repôs os princípios parlamentares.
Finalmente, em 1809, a Constituição Sueca consagrou a figura de um Ombudsman para a Justiça que deveria ser alguém de reconhecida capacidade jurídica e de irrepreensível integridade moral, a ser eleito pela Assembleia Representativa (Parlamento).
O Ombudsman para a Justiça supervisionava a administração pública e as autoridades militares, no tocante à parte legislativa, cabendo-lhe assegurar a legalidade de actos oficiais e proteger o cidadão do excessivo zelo oficial e, ainda, investigar as queixas públicas contra os erros da administração.
Contudo, com o rebentar da I Grande Guerra Mundial, foi instituído, em 1915, um Ombudsman militar independente, que se manteve em funções até 1968, data, a partir da qual voltou a existir, apenas, um único Ombudsman.
Entretanto, a Finlândia, que tinha estado sob o domínio da Suécia durante séculos, até 1809, quando passou para o domínio da Rússia, tornou-se num estado soberano independente depois da I Guerra Mundial.
A sua nova Constituição de 1919 manteve o poder e autonomia executiva do Gabinete do Procurador Geral (que passou a ter a designação de Chancellor of Justice), como Procurador Supremo para assegurar que o governo não tomava nenhuma medida inconstitucional ou ilegal e em simultâneo prover às necessidades legislativas do Ombudsman (que tinha sido historicamente ultrapassado pela figura do Chancellor).
Em 1933 foi cometida ao Ombudsman a responsabilidade exclusiva de investigar as queixas de militares e de reclusos para aliviar as pesadas funções do Chancellor e ao mesmo tempo assegurar as funções inspectivas.
Conquanto os dois gabinetes pudessem sobrepor-se nas suas funções, o Parlamento fez questão de preservar o Ombudsman como uma instituição distinta e independente.
A Escandinávia só adoptou este instituto, nos moldes da Suécia e Finlândia, depois da II Guerra Mundial, quando a Noruega criou um Ombudsman militar, em 1952 e a Dinamarca instituiu o Ombudsman Nacional em 1953.
O Ombudsman dinamarquês, instituído em 1953, difere do sueco e do finlandês na medida em que estava impossibilitado de investigar queixas contra o poder judicial, e os seus poderes eram limitados.
Depois dos países escandinavos, o primeiro país a adoptar este instituto foi a República Federal da Alemanha, em 1957 que criou um controverso Ombudsman militar, a seguir à criação do exército alemão, para assegurar o controlo do parlamento sobre o poder militar e, em simultâneo, controlar a actuação dos militares, de acordo com o novo espírito democrático do cidadão em uniforme.
O Comissário Parlamentar para os assuntos militares só começou a actuar a partir de 1959. e a sua missão foi prejudicada pela sua resignação, em 1961, e pelas críticas que o seu sucessor veio a fazer às Forças Armadas.
Mas foi, indubitavelmente, a partir da década de 60, que graças ao empenhamento da Divisão de Direitos Humanos das Nações Unidas, este instituto se solidificou, definitivamente, a nível mundial.
Em 1971, na Conferência Parlamentar Europeia, que teve lugar em Viena foi recomendada a necessidade de todos os países considerarem a hipótese da criação de um órgão autorizado a receber e examinar as queixas individuais referentes aos departamentos do governo.
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Resenha Cronológica da criação de Ombudsman na Europa:
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1809 - Suécia
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1919 - Finlândia
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1921 - Áustria
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1953 - Dinamarca
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1963 - Noruega
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1967 - Reino Unido
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1973 - França
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1978 - Espanha
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1980 - Irlanda
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1980 - Países Baixos
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1993 - Bélgica
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1997 - Grécia
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2003 - Luxemburgo
A partir dos anos 90, os países da Europa de Leste instituiram, também, a figura do Ombudsman.
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